Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV em dose única


Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV em dose única Reprodução

O Ministério da Saúde iniciou uma mobilização nacional junto a estados e municípios para intensificar a vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano). O foco principal são os jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam nenhuma dose do imunizante. Uma novidade importante é que a vacinação para este público agora pode ser realizada em dose única, simplificando o esquema vacinal. Além disso, a campanha amplia o acesso à vacina, incluindo agora pacientes imunossuprimidos, usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV e pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR).

A imunização contra o HPV é considerada essencial na prevenção de diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, além de verrugas genitais. O vírus é altamente transmissível, principalmente por via sexual, e a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção primária contra as doenças associadas a ele. Os grupos agora incluídos na campanha (imunossuprimidos, usuários de PrEP e pessoas com PRR) são considerados de maior risco para complicações relacionadas ao HPV.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% da população de 15 a 19 anos que ainda não iniciou o esquema vacinal. Para atingir esse objetivo, a orientação é que estados e municípios adotem locais estratégicos de vacinação, buscando ativamente os jovens onde eles estão. Isso inclui postos em escolas, universidades, shoppings centers e ginásios esportivos, além da oferta contínua nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

“Os adolescentes não vacinados representam um problema global significativo, pois, além das consequências para a própria saúde, são potenciais transmissores do HPV. O desafio é grande, porque esse público dificilmente procura os serviços de saúde para se vacinar. Por isso, estamos reforçando a vacinação em escolas e outras estratégias para alcançar essa população”, explicou Ana Catarina, coordenadora-Geral de Incorporação Científica e Imunização da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA).

O sucesso da estratégia, segundo o Ministério, depende do engajamento conjunto de profissionais de saúde, da sociedade civil e de organismos internacionais, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). “O Brasil está sendo observado por outros países devido ao volume desse resgate [de não vacinados]. Com o comprometimento de todos, podemos nos tornar referência mundial nessa iniciativa e garantir um futuro livre dos cânceres relacionados ao HPV”, finalizou Ana Goretti, representante do Ministério.




Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.